terça-feira, 30 de março de 2010
Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo.1Co7:22
O argumento das pessoas é que seguir à minha “religião” é sinônimo de abrir mão das “coisas boas da vida”. Que a bíblia condena tantas coisas que, aqueles que tentam segui-la, acabam presos por tantos costumes e proibições que é impossível ser feliz desta maneira. Não pode fazer sexo, não pode beber, não pode fumar, não pode mentir mesmo que seja para o bem, enfim, é uma lista de proibições tão difíceis de seguir que não vale a pena nem tentar. Escarnecem, pois, julgam-se livres de toda esta “bobagem” (sic) e têm em suas próprias mãos as rédeas de suas vidas, podendo levá-las para onde querem enquanto nós só temos um caminho para seguir.
Você acha que eu fico nervoso com este tipo de argumento? Honestamente, o que eu sinto é muita, muita pena. A falta de conhecimento da Palavra faz com que as pessoas tenham uma visão de mundo distorcida. Não as culpo, pois, eu mesmo já fui deste time. Eu também escarnecia e, quando tentavam me mostrar a realidade, eu virava as costas... exatamente como fazem comigo. Agora, imaginem a situação de uma pessoa que tem a cura da AIDS, por exemplo, em uma seringa e, ao entrar em um hospital, é colocado para fora pelos doentes pois eles têm medo de agulha. E, sendo este medo totalmente irracional, não existem argumentos que os possa persuadir. Imaginou a tristeza? É essa tristeza que sinto.
Quero colocar neste texto respostas que mostrem a todos o que Deus tem me mostrado com relação à liberdade. Diz João 8:36 “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” e foi exatamente o que aconteceu comigo.
Com relação àquelas proibições que escrevi no início do texto, veremos que, pela Palavra, as coisas não são exatamente como se costuma falar entre aqueles que não seguem a Jesus. Veremos, também, que existem, sim, coisas das quais temos que abrir mão, porém, o que está garantido para aqueles que o fazem é tão maravilhoso que não dá para pensar duas vezes: é melhor abandonar.
Vou dividir o texto em vários subitens e, a cada postagem, abordarei um tema.
Os textos estão sendo escritos, ainda, por isso, por enquanto eu deixo apenas os temas que serão abordados. Vou mostrar, em nome de Jesus, de que maneira Deus nos faz livres: da culpa, da tristeza, do pecado, do medo, do fatalismo, da morte, do mal e dos sacrifícios.
Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar
Rodovia Trabalhadores, voltando do trabalho, maior temporal. Enquanto os motoristas tentam se virar diminuindo a velocidade e acionando o pisca alerta para tentar mostrar para os outros que eles existem e ocupam um lugar no espaço, eu começo a pensar sobre o perigo que eu estava correndo naquela estrada. Tive medo, muito medo. A visibilidade deveria estar em 10 metros, pois, o limpador de pára-brisa não dava conta dos baldes que caíam sem parar no vidro do carro. Nesta hora, pensei: eu sei o que fazer. Orei e pedi "tempestade, cala-te!". Cinco segundos se passaram e... nada. A chuva continuava tão forte quanto antes.
Estranhamente, minha fé parecia tão forte que eu nem por um momento questionei a possibilidade de aquilo não funcionar. Orei, então, que seria o momento de eu aprender alguma coisa. Orei "fala, que teu servo ouve, Senhor". Então, o Espírito Santo começou a trabalhar em mim, fazendo-me lembrar de outros versículos... entre eles:
"Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça." Is 41:10
"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão" Mc 13:31
Comecei a me sentir esclarecido de que Deus não pode negar à sua própria palavra. Se Ele disse que é comigo e suas palavras nunca hão de passar, então, Ele é comigo e ponto final, não importam as condições. Se as condições são ruins, como na tempestade, não é nada diferente de que se eu estivesse em meio a um dia de sol.
Lembrei-me da situação que me inspirou a orar contra a tempestade, que é aquela descrita em Mc 4:37-40. Em meio a uma grande tempestade, Jesus dorme no barco. Os discípulos todos com medo de morrer clamam a Jesus e, Ele, com uma palavra, repreende a tempestade e esta se desfaz. Ao fim, Jesus lhes dá uma bronca, dizendo: "Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?" (Mc 4:40). Duas lições eu aprendi, então: 1) Jesus operou desta forma, naquele momento, para que os discípulos aprendessem o que devem fazer em meio às dificuldades: não temer! 2) Jesus sabia que a tempestade, naquele momento, poderia realmente fazer o barco virar, por isso a fez parar, mas, ele esperava que os discípulos soubessem que eles mesmos poderiam agir em nome Dele.
Então, um grande entendimento veio à minha mente: se a tempestade não parou e se Deus está comigo, então, significa que a tempestade não vai me fazer perecer e eu posso enfrentá-la. Se houvesse alguma possibilidade de aquela tempestade me vencer, os céus se moveriam para fazer com que a situação se modificasse. Uma confiança tomou conta de mim e eu comecei a dirigir sem medo algum. Com cuidados normais, claro, mas, sem medo no coração.
Acreditem se quiserem, mas, no exato momento em que eu assumi esta posição de ausência de medo, a chuva parou... Foi como se Deus me dissesse: eu deixei que o inimigo lhe desse esta prova para testar o seu coração. Parabéns, você foi aprovado, agora, deixe-me conduzir sua viagem...
sábado, 26 de dezembro de 2009
Porque, que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o chamamos? (Deuteronômio, 4:7)
Conto isso porque, quando aceitei Jesus, a parte mais difícil de meu processo de conversão foi contar para meus amigos sociólogos a minha nova condição. Eu dizia (e eles confirmavam) que seria mais fácil contar que eu descobri que era gay, ou que estava largando tudo para morar com os sem-terra, ou que tinha me convertido a alguma religião mística do oriente. Até hoje não sei o quanto todos aceitaram minha conversão, mas, a convicção que tenho em mim de que estou no caminho certo faz com que isto não seja muito importante. Amo todos os meus amigos, mas, amo muito mais ao meu Deus.
Esta difícil aceitação da fé evangélica vem de um preconceito com relação a nós que eu situo em duas esferas: uma humana e outra espiritual.
O preconceito do lado humano está ligada ao fato de encontrarmos líderes religiosos com comportamentos não aprováveis, sobretudo com relação ao destino que dão às ofertas que levamos à Igreja. São escândalos que, claro, envergonham os fiéis, mas, de maneira alguma invalidam a fé.
Eu teria muito o que falar sobre este assunto, mas, seriam apenas opiniões pessoais e não o foco da Palavra que se abriu para mim, então, paro o assunto (quem sabe um dia ainda volte a ele) e passou para o outro campo onde se dá o preconceito, que é a esfera espiritual.
Muitas pessoas não aceitam a forma como louvamos a Deus. Uma amiga, uma vez, comentou "puxa, eu acho engraçado como você fala de Deus". Ela estava falando sobre a forma como nós nos dizemos que falamos com Deus (pela oração) e que ouvimos Deus (pela Palavra). Ela, na ocasião, disse esta frase com boa intenção, mas, a maioria das pessoas enxergam a nossa espiritualidade como um fanatismo.
Uma outra vez, alguém me disse que não entendia como eu podia dizer que Deus responde da forma como eu digo que Ele responde, pois, ela conhece muitas pessoas que têm tanta fé quanto eu e, no entanto, vivem na miséria. Eu argumentei que, cada caso é um caso e não caberia a mim julgar a fé destas pessoas, mas, cabe um questionamento: como saber se ela tem, realmente, tanta fé quanto eu?
Dizemos que as pessoas têm fé ou não por conta daquilo que vemos ela fazendo, porém, muitas vezes, nossa idéia de fé está em desacordo com o que a palavra de Deus nos diz. Sobretudo em um país miscigenado como o nosso, é comum vermos pessoas que se dizem com fé, mas, ao analisarmos mais de perto, não enxergamos nelas nada daquilo que a Bíblia ensina. É comum vermos pessoas depositando sua fé em coisas que não estão descritas na Palavra. É comum, ainda mais, pessoas dizendo que têm a sua própria forma de espiritualidade (o que quer dizer, na maioria das vezes, que a pessoa pegou um pouco daquilo que acha bom em cada religião do mundo, juntou tudo, e acha que isto é fé).
A Palavra de Deus diz:
26 Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas.
27 E ele vos responderá: Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade. (Lucas, 13, 26 e 27)
Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. (Provérbios, 14, 12)
Nestas duas passagens temos explicações para muito do que vemos de engano nas pessoas. Muitos pensam estar fazendo a coisa certa, estar "na presença de Deus", mas, estão no "caminho da morte".
A palavra de Deus é libertadora porque ela SEMPRE nos mostra e nos corrige para o caminho certo. Ela nos revela a NOSSA responsabilidade sobre aquilo que está acontecendo em nossa vida. E, mais do que mostrar, ela indica qual o caminho que, então, devemos seguir para alterar o resultado daquela situação. Se fizermos a nossa parte, temos por garantia que Deus fará a Dele.
O Salmo 145, versículo 18 diz o seguinte:
"Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade."
Aí está a razão daquilo que chamam de "fanatismo" em nós. Nós invocamos a Deus em VERDADE e não como uma crença ou algo abstrato. Quando oramos, não estamos "imaginando" que estamos falando com Deus. Estamos FALANDO com Deus e, por isso, Ele nos responde. Imagino que seja por este motivo que a Bíblia nos isente de qualquer tipo de ritual ou da necessidade de imagens. Se precisamos de uma imagem para nos lembrar de Deus, então, Ele não está de VERDADE em nosso coração. E, quanto ao ritual, uma passagem muito interessante é a seguinte:
Isaías, 38:
1 ¶ Naqueles dias Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele o profeta Isaías, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.
2 Então virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao SENHOR.
3 E disse: Ah! SENHOR, peço-te, lembra-te agora, de que andei diante de ti em verdade, e com coração perfeito, e fiz o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo.
4 Então veio a palavra do SENHOR a Isaías, dizendo:
5 Vai, e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos.
Que ritual foi necessário para Deus ouvir ao rei Ezequias? Ele, simplesmente, virou para o lado, virou para a parede, provavelmente apenas para que pudesse concentrar-se mais ainda em sua oração, para não ter mais nada para onde olhar, nada que o pudesse distrair de Deus e, orando com fé - em verdade -, foi ouvido.
Para não ficar apenas no velho testamento, eis uma passagem do Evangelho que confirma o que estou dizendo:
"Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (João, 4:24)
É como dizer que, se fizessem uma ressonância do cérebro de uma pessoa que ora, as partes em atividade no cérebro não fossem as da imaginação, mas, as da sociabilidade. Em oração, estamos na PRESENÇA do Senhor.
E, dado este primeiro passo, entrar em Sua presença, saber que Ele está perto, então, temos que crer naquilo que está expresso no Salmo 119, 151: "Tu estás perto, ó SENHOR, e todos os teus mandamentos são a verdade."
Ou, no que está em Lucas 21, 33: "Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar."
Quer dizer, o primeiro passo é falar com Ele, pois, Ele existe. E, o segundo, é aceitar a Sua resposta como verdadeira. Suas palavras não hão de passar, ainda que céus e terra passem, ou seja, ainda que tudo o que você pode tocar e ver diga que não, creia na Palavra de Deus e, assim, alcançará a bênção que deseja.
Questionam alguns "ah, então, quer dizer que para os crentes não existem dificuldades?". Digo: não, não é isto que quero dizer. Na vida de todos os que estão no mundo estarão presentes as lutas, porém, para a vida daqueles que crêem no poder de Deus, está garantida a vitória - neste reino e, principalmente, no reino de Deus.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Este texto não é meu.
Um olhar Muçulmano sobre
Maomé e Jesus
A história de Abdul Saleeb e o que ele
descobriu sobre o Islamismo e o Cristianismo
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Meu nome é Abdul Saleeb. Nasci e fui educado em um país muçulmano do Oriente Médio. Apesar de ter vivido numa sociedade muçulmana muito conservadora, cresci numa família um tanto liberal. Além disso, minha educação muçulmana foi única devido ao sério envolvimento da minha mãe com o islamismo. Então eu posso confessar honestamente que tive experiências de primeira mão com cada aspecto dos movimentos islâmicos contemporâneos. Pessoalmente, não me considerava muito religioso. Já cheguei até a me voltar para as ideologias marxistas, achando que elas poderiam providenciar soluções reais para as doenças sociais do meu país. Mesmo assim, ao longo de todo esse tempo, nunca duvidei dos fundamentos da minha fé religiosa. Eu via o islamismo como uma fé com ideais tão nobres, que não me considerava digno de ser chamado "muçulmano", mas eu acreditava de todo coração que o islamismo era a última e mais perfeita religião estabelecida por Deus para toda a humanidade, baseada na revelação final do Senhor, o Alcorão, e que o profeta Maomé era o selo da profecia. Minha visão acerca das demais religiões (especialmente o judaísmo e o cristianismo) era a de que, apesar delas serem basicamente as mesmas já que foram reveladas pelo mesmo Deus, eram todas inferiores ao islamismo porque todas elas tiveram diversos graus de corrupção da mensagem original de seus profetas fundadores, algo que nós, muçulmanos, não fizemos.
Minhas visões religiosas foram radicalmente mudadas quando deixei meu país por causa do "turbulência" civil e fui para a Europa, a fim de continuar meus estudos. Por providência divina e por diversas circunstâncias, acabei me matriculando numa Escola Internacional Cristã.
Uma pergunta que fiz ao meu professor revolucionou a minha visão de mundo. Eu perguntei, "Como é possível a sua palavra de Deus dizer uma coisa e a nossa palavra de Deus dizer algo tão diferente?" Meu professor, que não sabia muito sobre o islamismo, gentilmente perguntou, "Como você sabe que o Alcorão é a Palavra de Deus?" Fui surpreendido por aquela resposta. Eu vivia em um mundo em que as pessoas simplesmente pressupunham que o Alcorão foi ditado palavra por palavra por Deus ao profeta Maomé e ninguém nunca questionava esta afirmação. Aquele breve encontro me forçou a começar uma jornada. Eu me engajei durante horas com meus amigos cristãos em discussões cordiais e debatia sobre a honestidade e veracidade da fé cristã.
Cristianismo e Islamismo
Como quase todos os muçulmanos, minha reação original às afirmações dos cristãos a respeito de Jesus Cristo era de extremo choque. Aquelas afirmações não somente pareciam claras blasfêmias, como também eram absurdas. Como pode qualquer ser racional acreditar em coisas como aquelas a respeito de um profeta honrado por Deus? Apesar das diferenças teológicas entre nós, havia algo na vida daqueles amigos que me causavam uma boa impressão. Havia uma sinceridade no relacionamento deles com Deus e com as pessoas com a qual eu nunca havia me deparado. Então, freqüentemente dizia aos meus amigos que não queria negar a fé deles, mas apenas queria chegar a um acordo para que eu pudesse me agarrar à verdade do islamismo e eles pudessem continuar com a fé que tinham.
De qualquer forma, eu não tinha dúvidas de que a fé deles em Cristo estava baseada em frases que o profeta Jesus não havia realmente dito sobre si mesmo. Minha dificuldade para entender a fé cristã estava muito mais relacionada com as linhas que, historicamente, separaram o islamismo do cristianismo.
Eu não concordava de jeito algum que a Bíblia, especialmente os documentos do Novo Testamento, era confiável quando o assunto era relatar as palavras proferidas por Jesus. Qualquer coisa na Bíblia que descordasse com o Alcorão era automaticamente rejeitada, por ser considerado um ensino corrupto da Bíblia.
Minha jornada espiritual durou meses. Muitas vezes eu encontrava conforto no Alcorão, mas acabava achando mais questionamento que respostas naquele livro. Por exemplo, o tom violento da maioria das passagens do Alcorão (especialmente contra os incrédulos, mas também contra judeus e cristãos) começou a me incomodar quando comparado com a ênfase dada ao amor no Novo Testamento. Uma passagem em particular que me incomodou, principalmente por causa da minha boa amizade com muitos cristãos, foi Sura 5:51:
"Ouve aquele que acredita! Não tenha judeus ou cristãos como amigos e protetores; eles são amigos e protetores apenas uns dos outros. E se você se torna amigo deles, é como um deles. Verdadeiramente, Deus não guia pessoas injustas."
De qualquer modo, a parte mais preocupante do Alcorão tinha a ver com o caráter do próprio profeta Maomé. De acordo com "Sura 33;37", Deus puniu Maomé por ele ter desejado se casar com a esposa divorciada de seu próprio enteado, "a fim de que (no futuro) não houvesse dificuldades para os fiéis entenderem que não é permitido que haja casamento com as esposas de seus respectivos filhos adotados, quando os últimos tiverem dissolvido formalmente seu casamento com elas. E a ordem de Deus deve ser cumprida."
Eu lembro claramente da primeira vez que eu cruzei com esse versículo nos meus estudos do Alcorão. Eu comecei a chorar com grande desgosto e vergonha. Durante toda a minha vida eu ouvi dizer que Maomé foi o profeta mais perfeito que existiu, um exemplo moral para a humanidade, mas o Alcorão mencionava que um bom número das "revelações" feitas por Deus a ele poderia ser de extremo proveito para o próprio profeta!
Cristianismo ou Islamismo
Eu imediatamente escrevi uma carta para minha mãe, com algumas das perturbadoras questões com as quais eu estava me deparando. A resposta que eu recebi para a minha carta de um dos líderes religiosos mais conhecidos do meu país foi que eu deveria apenas continuar meus estudos seculares, sem me prender muito à religião. Por outro lado, conforme meu entendimento sobre a Bíblia ia crescendo, muitas das minhas perguntas começaram a ser respondidas. Mesmo sendo um muçulmano, passei a acreditar que a crucificação de Cristo foi um indiscutível fato histórico, que nenhuma pessoa honesta acostumada a lidar com as evidências da História poderia negar.
O próprio caráter de Cristo, como foi evidenciado, por exemplo, em Seu belo Sermão da Montanha, foi gradualmente causando uma impressão maravilhosa em mim. Mas, na minha opinião, o fato mais impressionante a respeito de Cristo foi a multidão de profecias no Velho Testamento acerca da vinda do Messias. Algumas dessas profecias são tão específicas e elas se encaixam na vida de Jesus tão detalhadamente que é incrível, para mim, perceber como Deus levou centenas de anos na história dos judeus para preparar a vinda do Messias; as profecias abrangeram desde os ancestrais do Messias, a maneira e o local onde nasceu, Sua vida e ministério até as circunstâncias que envolveram a Sua morte por crucificação. Eu estava muito atraído por Cristo, apesar de não poder ainda negar minha própria tradição e passado. Tornar-me um cristão pareceria uma traição definitiva à minha própria família e à minha herança islâmica. A tensão na minha vida era tão forte que eu me senti rasgado em duas partes, como se estivesse literalmente dividido entre essas duas fés.
Mas eu ainda não podia acreditar que Jesus era qualquer coisa além de um simples ser humano. Já que Ele nunca disse explicitamente: "Eu sou Deus e vocês devem me adorar", as afirmações dos cristãos acerca de Jesus estavam baseadas em especulações e em Evangelhos historicamente desconfiáveis. Certamente, as inacreditáveis frases atribuídas a Jesus foram inventadas pelos novos cristãos e colocadas na boca de Cristo.
Um Muçulmano se Converte
Em meio a toda essa angústia e todos esses pensamentos, eu acordei em uma certa manhã e fui repentinamente surpreendido pelo significado de um versículo escrito pelo profeta Isaías no nono capítulo do livro bíblico de Isaías. Eu tinha lido esse versículo várias vezes antes daquela manhã, mas nunca havia entendido seu significado. Em Isaías 7.14, nós lemos:
"Então o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá , e dará à luz um filho, e Ele será chamado Emanuel."
Isaías continua, então, a escrever no capítulo 9:
"(...) mas nos últimos tempos Deus fará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz (...) Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde agora e para sempre."
Eu não podia acreditar naquilo! O fato de que o Messias não seria apenas um profeta, mas o Todo Poderoso Deus em pessoa, era então a verdade que foi profetizada no Velho Testamento há mais de 700 anos antes de Cristo nascer, e não algo que os cristãos inventaram muitos anos e séculos depois de Cristo! Era a própria promessa de Deus de que Ele viria em carne (Emanuel=Deus conosco) e que estabeleceria seu Reino, o qual durará eternamente.
Eu meu tornei cristão no dia seguinte, em 20 de janeiro de 1985. Chorei incontrolavelmente enquanto orava e colocava em Cristo a minha fé. Eu não sabia por que, mas apesar de eu nunca ter sentido muita sobrecarga de culpa, estava sentindo uma sensação de paz maravilhosa e um alívio imenso do peso de meus pecados. A sensação de descanso por finalmente ter encontrado a verdade sobre Deus e Sua revelação de amor à humanidade através de Jesus Cristo me trouxe uma satisfação incrível. Um livro que me ajudou tremendamente (e a muitos outros muçulmanos amigos meus que vieram a se tornar cristãos quase ao mesmo tempo em que eu) a responder uma série de questões acerca da divindade de Cristo e da confiabilidade do Novo Testamento foi "Evidências que exigem um veredicto", de Josh McDowell. Eu recomendo muito esse livro.
Logo depois da minha conversão, decidi dedicar minha vida inteira a propagar as Boas Novas de Cristo entre os Muçulmanos, especialmente às pessoas do meu país. Recentemente, vim aos EUA para receber meus diplomas em Estudos Bíblicos e Teológicos. Eu também sou co-autor de um livro chamado "Respondendo ao Islamismo: Crescendo à luz da cruz."
Abdul Saleeb, Ramadã de 1996
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Com a minha voz clamei ao SENHOR, e ouviu-me desde o seu santo monte. (Salmo 3:4)
Os cultos evangélicos são marcados por grandes clamores: todos falando ao mesmo tempo, aproximando-se de Deus através das orações que saem pelos seus lábios em voz audível. Isso chega a incomodar aqueles que não estão acostumados, mas, asseguro-lhes, este incômodo nada mais é do que uma armadilha do mal para fazer com que você se afaste da salvação e da sua benção. O clamor agrada a Deus e deve ser praticado continuamente.
O Espírito Santo me levou à seguinte passagem bíblica, contida em Êxodo,capítulo 21.
2 - Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça.
Algumas coisas podemos já entender, aqui, pela revelação do Espírito. Sabemos que, antes de sermos elevados à condição de filhos de Deus pela nova aliança do Evangelho, os homens que buscavam a Deus eram chamados de seus servos. E eu creio que, mesmo tendo a grande vantagem de, como filhos, contarmos sempre com uma misericórdia que não seria dispensada a um servo, a servidão (ou seja, a obediência) ainda é o melhor caminho para a aproximação com Deus. Não fosse assim, grandes anunciadores do Evangelho (já elevados à condição de filhos) não se apresentariam desta forma:
" Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus" (Romanos, 1:1)
"Tiago, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde.(Tiago 1:1)
" Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo" (2Pedro, 1:1)
"Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo" (Apocalipse 1:1)
Como servos, a obediência à Lei era o único caminho para a aproximação com Deus. Mas a servidão, pela Lei e pela vontade de Deus, não é uma obrigação. Servidão é diferente de escravidão. Quem escraviza é o Diabo. Ele prende, tortura, aterroriza e faz de TUDO para que a pessoa não consiga se libertar.
O servo obedece porque quer. Ele se oferece para obedecer. Ele trabalha pelo seu Senhor porque quer, ou porque precisa, como acontece na maior parte das vezes. Quantas pessoas (inclusive este que vos fala) não se colocam aos pés de Jesus apenas porque tudo o mais falhou? Na hora em que as coisas estão ruins demais para aguentarmos e todas as nossas armas já foram usadas sem efeito, então, nos voltamos para Deus e pedimos sua ajuda. Até eu, que nunca acreditei que Deus existia, acabei fazendo isso quando vi que nada mais do que eu tentava funcionava. E sabe qual é a boa notícia? Ele não é orgulhoso para dizer: "ah, é? Agora que você precisa você me procura?". Ao contrário, ele nos aceita como estamos, esquece nosso tempo de ignorância e nos carrega pela mão, como se sempre tivéssemos sido o mais obediente dos filhos. E ainda é capaz de se alegrar e dizer "Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado." (Lucas, 15:24).
Se nos oferecemos a Deus, seremos seus servos, nunca seus escravos. É uma condição volunária, por isso Ele diz no Evangelho: "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo". (Apocalipse 3:20)
Isso significa que ele lhe dá a liberdade de escolher o que fazer. Ele não arromba a porta. Ele bate. Atende quem quer.
Mas, o capítulo que estamos estudando continua assim:
2 Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça.
3 Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sua mulher sairá com ele.
4 Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e ele sairá sozinho.
Quer dizer, você pode reivindicar sua "liberdade". De repente, você descobre que não consegue ficar sem as noitadas com os amigos na zona da cidade. Que não consegue ficar sem a bebida. Que não consegue ficar sem uma parceira sexual a cada fim de semana. Que não consegue largar aquele emprego que lhe obriga a mentir e enganar. Que não consegue deixar de ter relações fora do seu compromisso. Se assim for, então, você poderá voltar para sua vida anterior. Porém, Deus (que é, sim, amor, mas é acima de tudo justo) coloca na lei uma observação:
3 Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sua mulher sairá com ele.
Ou seja, aquilo que ele trouxe antes de se colocar como servo, ao sair desta condição, continuará com ele, mas, as coisas que conseguiu durante a servidão, caso deseje sair desta condição, estas não poderão ser levadas.
4 Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e ele sairá sozinho.
Isto é justo, pois, assim diz o Senhor: "Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve." (Malaquias, 3:18)
Tem que haver diferença! A pessoa que prospera porque serve a Deus é diferente daquela que prospera fora da Sua presença. Aliás, prosperidade, na verdade, só existe com Deus. Fora de Deus existe gente rica, mas, não próspera. Existe gente com fama, mas não próspera. A prosperidade excede os limites do material. Prosperidade é um estado de graça, um dom divino que faz com que a pessoa seja rica sem ser soberba, seja alegra sem ser fútil, seja forte sem ser bruta, seja tolerante sem ser permissiva. Prosperidade é um dom de Deus.
Agora, há uma possibilidade, dentro da Lei de Moisés (que foi substituída pela graça na nova aliança, mas, obviamente, revela o caráter de Deus, já que foi por Ele ditada), para aqueles que querem continuar como Seus servos.
5 Mas se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair livre,
6 Então seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.
Interpretado pelo Espírito, podemos ver que aqueles que EXPRESSAMENTE DISSEREM que amam a seu Senhor, serão marcados e, então, o servirão para sempre. Deus coloca uma MARCA naqueles que EXPRESSAMENTE dizem que o amam. E expressamente, significa que não há dúvidas quanto a isso. Quando uma pessoa diz que é serva de Deus, mas, age como qualquer outra pessoa do mundo, com maldade, ódio, tristeza, fraqueza de espírito, ficamos da dúvida com relação à verdadeira fé da pessoa. Quando uma pessoa vai à igreja e não ora em voz alta, fica-se na dúvida quanto ao fato de aquela pessoa estar orando ou pensando no que comerá no jantar. Davi clamava com sua voz. Ele nos ensina a assim fazer e, em várias outras passagens, Deus incita o homem a CONFESSAR sua fé, ou seja, FALAR COM SUAS PALAVRAS. Você pode estar se perguntando, "mas Deus não lê meus pensamentos? Por que, então, ele quer que falemos?" E a resposta é simples: não tenho a menor idéia. Só sei que é assim! Quer uma prova? Quando Adão comete seu pecado, Deus vai o seu encontro e diz: "Terias tu porventura comido do fruto da árvore que eu te havia proibido de comer?" (gênesis 3:11). ÓBVIO que Deus sabia que Adão havia comido, mas, ele quer ouvir isso da boca de Adão. Pelo que conheço de Deus, imagino que o motivo seja a misericórdia divina, pois, mesmo sabendo que Adão errou, Deus dá uma chance para que ele diga "errei, fiz o que não devia, me perdoe" e seria perdoado. Mas, Adão diz: "A mulher que pusestes ao meu lado apresentou-me deste fruto, e eu comi." (Genesis 3:12), ou seja, tira o seu da reta. O mesmo vai fazer Eva, Saul e muitos outros que foram confrontados com seus pecados (que não podem ser escondidos de Deus), mas, na hora em que Deus perguntou, disseram: "eu não fiz nada, quem fez foi o outro" ou então "eu fiz, mas, tenho uma justificativa...". E não há arrependimento.
Eu fico maravilhado quando vejo que até mesmo com Sodoma e Gomorra, cidades totalmente dominadas pela maldade e pela desobediência, na hora do julgamento final, Deus não sai "botando tudo abaixo”, mas, antes, acontece assim:
20 O Senhor ajuntou: "É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra, e o seu pecado é muito grande.
21 Eu vou descer para ver se as suas obras correspondem realmente ao clamor que chega até mim; se assim não for, eu o saberei."
22 Os homens partiram, pois, na direção de Sodoma, enquanto Abraão ficou em presença do Senhor.
23 Abraão aproximou-se e disse: "Fareis o justo perecer com o ímpio?
24 Talvez haja cinqüenta justos na cidade: fá-los-eis perecer? Não perdoaríeis antes a cidade, em atenção aos cinqüenta justos que nela se poderiam encontrar?
25 Não, vós não poderíeis agir assim, matando o justo com o ímpio, e tratando o justo como ímpio! Longe de vós tal pensamento! Não exerceria o juiz de toda a terra a justiça?"
26 O Senhor disse: "Se eu encontrar em Sodoma cinqüenta justos, perdoarei a toda a cidade em atenção a eles."
27 Abraão continuou: "Não leveis a mal, se ainda ouso falar ao meu Senhor, embora seja eu pó e cinza.
28 Se porventura faltarem cinco aos cinqüenta justos, fareis perecer toda a cidade por causa desses cincos?" "Não a destruirei, respondeu o Senhor, se nela eu encontrar quarenta e cinco justos."
29 Abraão insistiu ainda e disse: "Talvez só haja aí quarenta." "Não destruirei a cidade por causa desses quarenta."
30 Abraão disse de novo: "Rogo-vos, Senhor, que não vos irriteis se eu insisto ainda! Talvez só se encontrem trinta!" "Se eu encontrar trinta, disse o Senhor, não o farei."
31 Abraão continuou: "Desculpai, se ouso ainda falar ao Senhor: pode ser que só se encontre vinte." "Em atenção aos vinte, não a destruirei."
32 Abraão replicou: "Que o Senhor não se irrite se falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados dez?" E Deus respondeu: "Não a destruirei por causa desses dez." (Genesis 18:20-32)
Deus quer que falemos com Ele. Se você está em um lugar onde não dá para chamar a atenção, então, vá até um lugar reservado e ore, mesmo que baixinho, mas, sacrifique seus lábios com louvor a Ele. Clame e ele colocará em você a marca que o dará eternamente a marca da salvação.
6 Então seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.
Ou seja, Jesus o apresentará ao Juiz dos Juízes e lhe marcará e o colocará para sempre ao Seu lado. Duvida do que estou dizendo? Então, veja esta passagem do Novo Testamento (2Coríntios, 21-22)
21 Ora, quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e nos consagrou, é Deus.
22 Ele nos marcou com o seu selo e deu aos nossos corações o penhor do Espírito.
Que o Espírito Santo fale mais contigo.
sábado, 12 de dezembro de 2009
O motivo.
Por este motivo comecei a sentir uma enorme vontade de me unir a grupos de evangelização, mas, sentia que ainda não estava preparado. Deus confirmava pela Palavra que queria que eu fizesse isso, mas, eu não me sentia preparado. Comecei, então, uma busca pelos chamados “dons” de Deus. O primeiro – e mais conhecido no meio evangélico – foi o batismo pelo Espírito Santo. Este batismo nos dá a capacidade de falar no que chamamos de “línguas estranhas”. Com este dom, eu sinto como se durante a oração as palavras já não bastassem e, então, eu começo a falar um monte de palavras que eu não tenho a mínima idéia do que significam.
Fiquei feliz quando alcancei este dom, mas, dias mais tarde, entrei em oração e Deus revelou-me a seguinte palavra, localizada na 1ª carta aos Coríntios, cap. 14, versículos 1 e 2:
1 Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.
2 Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.
Então, comecei a orar pedindo por este novo dom.
Cabem aqui dois esclarecimentos:
1) ouvir a palavra de Deus não significa dizer que eu ouço vozes, que Deus aparece para mim em uma nuvem ou que ele manda anjos à noite para me transmitir mensagens. A Palavra de Deus se revela por uma leitura bíblica após a oração, durante o culto na igreja ou situações deste tipo onde, através do texto bíblico, você encontra exatamente a resposta para aquilo que você está perguntando. E, nesta condição, eu tenho testemunhos de resposta de Deus que vão desde cura de enfermidades até como resolver situações que apareciam em meu trabalho. Não existe problema grande ou pequeno demais para Jesus. Ele é bondoso e paciente para nos ouvir e responder a qualquer dúvida.
2) Profetizar não é adivinhar o futuro. Profetizar é dizer para os outros aquilo que Deus falou para você. Pode ser que em uma situação ou outra a profecia seja até sobre o futuro, mas, não é uma condição necessária.
Então, busquei por este dom e, recentemente, recebi a confirmação de Deus de que eu receberia palavras Dele e que deveria as divulgar.
Com isto eu estou, também, satisfazendo minha vontade de evangelizar. Pedro, o pescador de homens, tinha sua rede de pesca. Os cristãos de hoje apenas usam uma rede um pouco maior.
O início...
Sou sociólogo e, como a maioria de nós, enxergava a religião simplesmente como um meio de dominar as massas e enriquecer um ou outro aproveitador. Na melhor das hipóteses, considerava a religião como uma doença social causada pelo estágio primitivo das mentes humanas que não conseguem conviver com o inexplicável e, por isso, atribuem tudo aquilo que não entendem a uma figura distante e inatingível a qual chamam de deus ou inventam algum nome específico.
Já não sei quantas vezes blasfemei, escarneci, questionei e, até mesmo, me enfureci contra aqueles que vinham falar de Deus para mim. Com todo este histórico, só tenho a dizer que, de fato, Deus tem uma forma curiosa de nos amar.
Quantos de nós são capazes de amar e de ajudar de verdade aqueles que lhe maltratam? Pois Deus tem esta capacidade. Mesmo depois de tudo o que eu já tinha feito contra a Sua obra ele resolveu que me escolheria e me abençoaria.
Continuo vendo com muita desconfiança a todos os ritos e cerimônias religiosas e a todas as pessoas que servem a Deus (e o próprio Deus recomenda que assim seja, pois, diz "maldito o homem que confia no homem"), mas, quase um ano depois de minha conversão, já tenho provas mais do que suficientes para minha mente acostumada com o método científico de que existe um Deus disposto a nos amar, nos perdoar, a falar com a gente, orientar, confortar e prover tudo o que há de bom no mundo. E ele pede apenas uma coisa: fé.
Em outros anos da minha vida eu já tive muitas coisas boas: viagens, amigos, minha pós graduação, trabalho, dinheiro, mas, nunca - e repito: nunca - fui tão feliz como fui neste ano. Ano em que Jesus se colocou à minha porta e eu, por conta de uma dificuldade momentânea (e somos sempre burros o bastante para procurá-lo somente quando tudo o mais falha) permiti que ele entrasse. Desde então, minha vida tem sido uma sequencia de vitórias e, com a graça de Deus, sei que muito mais ainda fará por mim e por todos aqueles que lhe buscarem.